
No South Summit Brasil 2026, uma conversa com Mari Guti, da No One, e Augusto Rocha, da Pmweb – dois dos principais especialistas do país em varejo e marketing – ajudou a organizar um debate que costuma vir fragmentado: afinal, qual é o papel do varejo hoje, como o consumo está mudando e onde, de fato, a tecnologia entra nessa equação.
Se existe um fio condutor entre varejo, consumo e tecnologia hoje, ele não está nas ferramentas – está no comportamento.
O consumidor mudou de forma silenciosa, mas definitiva. Ele compara mais, decide mais rápido e espera uma experiência sem atrito. Não existe mais tolerância para processos ruins, comunicação genérica ou jornadas quebradas. E, principalmente, não existe mais separação entre físico e digital – isso é um problema das empresas, não de quem compra.
Na conversa com Mari Guti e Augusto Rocha, esse ponto aparece de forma recorrente: o mercado ainda trata transformação como projeto, quando ela já virou condição básica de operação.
Isso muda tudo.
Porque desloca a discussão de “o que vem por aí” para “o que já deveria estar funcionando”. E expõe um cenário em que a diferença competitiva não está mais no acesso à tecnologia, mas na capacidade de usá-la com consistência e inteligência.
No fim, a pergunta deixa de ser sobre inovação e passa a ser sobre execução.




