
Empreender no Brasil nunca foi sobre falta de ideias. Sempre foi sobre capacidade de execução. Capital caro, talentos escassos e ciclos longos de desenvolvimento tornam qualquer inovação mais lenta do que deveria. Nos últimos anos, uma nova geração de plataformas começou a atacar exatamente esse gargalo: a fricção entre intenção e construção. É nesse contexto que o chamado vibe coding ganha relevância.
A proposta é direta. Utilizar inteligência artificial e frameworks estruturados para transformar descrições em linguagem natural em aplicações funcionais. O código continua lá, mas parte da complexidade é abstraída. Em vez de começar pela limitação técnica, começa-se pelo problema de negócio.
Essa mudança tem impacto econômico. Segundo projeções da Gartner, o mercado global de plataformas low code deve continuar crescendo a taxas de dois dígitos nesta década, impulsionado pela escassez de desenvolvedores e pela pressão por eficiência operacional. A McKinsey estima que a IA generativa pode adicionar trilhões de dólares em valor à economia global ao acelerar tarefas ligadas a desenvolvimento, marketing e operações. Não se trata de substituir especialistas, mas de reorganizar produtividade.
Alguns casos ajudam a dimensionar o movimento. A healthtech brasileira YouSafer, construída com Lovable e Supabase, alcançou cerca de 500 mil clientes sem fundadores técnicos liderando a engenharia, segundo dados divulgados pela empresa. A Arezzo&CO vem utilizando a plataforma para desenvolver ferramentas internas de visualização de dados. A Amicci, scale up que captou mais de R$ 40 milhões, aplica a lógica de transformar colaboradores em builders para multiplicar produtividade. São exemplos distintos, mas apontam para uma mesma lógica: ampliar a capacidade de construção dentro das organizações.
É nesse cenário que acontece, no dia 6 de março, das 9h às 18h, no Instituto Caldeira, o maior evento presencial da Lovable no mundo. A plataforma, que nasceu na Europa e cresceu rapidamente ao combinar IA e construção simplificada de aplicações, escolheu Porto Alegre para reunir comunidade, empreendedores e executivos em um dia inteiro dedicado ao tema.
O encontro reúne nomes como Glauco Leal, recruiter e um dos primeiros brasileiros contratados pela empresa, direto de Estocolmo, que vai compartilhar os bastidores do crescimento acelerado da startup. Sabrine Matos, fundadora da Plinq, apresenta como estruturou uma plataforma que ultrapassou R$ 2 milhões de receita recorrente anual em menos de seis meses. Rafa Voss, criador da comunidade LovablePRO e professor de vibe coding no Grupo Primo, traz aplicações práticas e metodologias. Tauã Fagundes, da Arezzo&CO, detalha o uso corporativo. Juliemar Berri, CPO da Amicci, discute a lógica de empresa builder first. Gabriel Sousa, cofundador da YouSafer, compartilha a experiência de escalar uma healthtech para meio milhão de usuários.
O evento é organizado por Alexandre Messina e Guilherme Junqueira, dois dos principais especialistas em vibe coding no país. Eles também sobem ao palco para apresentar conteúdos inéditos sobre a criação de empresas Vibe First, sobre como grandes empresas estão utilizando Lovable e IA para escalar com mais eficiência e sobre as próximas evoluções do ecossistema. Parte desse conteúdo será apresentado exclusivamente para quem estiver presente.
A programação inclui palestras, painéis sobre segurança e governança, discussão sobre hyper growth e casos de uso reais, além de happy hour ao final do dia.
Serviço do LovableDay
- Data: 6 de março
- Horário: das 9h às 18h
- Local: Instituto Caldeira, em Porto Alegre.
- Ingressos e informações: estão disponíveis em https://lovableday.com.br/poa
- Público do evento: empresários, executivos e líderes de todos os segmentos e áreas que querem implementar IA em suas empresas.
O debate sobre vibe coding não gira em torno de substituir engenharia, mas de ampliar repertório e velocidade de execução. Em um ambiente em que tempo e margem se tornaram variáveis estratégicas, reduzir camadas entre problema e solução pode ser um diferencial concreto.
No fim, inovação não pode ser só no discurso. É colocar algo funcional no ar e que resolva problemas reais.


