
Quando se chama um ídolo para voltar à casamata, faltando 12 jogos para acabar o Brasileirão e com pontuação de zona de rebaixamento, se espera um milagre, aquele famoso "pensamento mágico". Até porque Renato sempre foi uma espécie de super-herói para nós gremistas, mas sabemos que isso fica apenas no imaginário do torcedor e a prática é bem diferente. O Grêmio não vai jogar o fino da bola agora em setembro, mas certamente vai competir mais.
Sem dúvida alguma, Renato terá o maior desafio das suas cinco passagens pelo clube. É bem verdade que hoje não estamos dentro do Z-4, mas a pontuação é de rebaixado e podemos entrar já na próxima rodada.
Em 2010, ele teve a mesma missão de salvar o clube da segunda divisão. Só que naquele ano ainda faltavam 21 rodadas, a campanha foi tão boa que o Grêmio ainda conseguiu uma vaga para a Libertadores, perdendo apenas duas partidas desde a chegada do novo treinador.
Agora, a missão é duríssima e é claro que ainda dá tempo, mas temos uma tabela bem complicada, Botafogo e Palmeiras logo de cara, antes da parada para a data Fifa, quando poderá colocar suas ideias em prática. Talvez a sua principal missão inicial será estancar o problema defensivo. Qualquer adversário entra na área do Grêmio com muita facilidade. Não espero grandes mudanças no time para essas duas partidas pelo tempo curto para trabalhar. Mas não tenho dúvidas que uma mudança anímica será significativa.
Portaluppi é um grande gestor de grupo. Um competidor nato e todas as vezes que assumiu o Tricolor, o time nunca desistiu do resultado, além de correr por ele. Renato tem o DNA do Grêmio e não tenho dúvidas que isso vai refletir no grupo.
O Grêmio vai voltar a ser Grêmio, pode apostar.
📩 Receba as principais notícias do Grêmio direto no seu e-mail. Clique aqui e inscreva-se na newsletter do Tricolor.




