
Se tem uma coisa que eu falei bastante nos meus espaços desde o início do ano é que o Grêmio deveria encarar a Sul-Americana com seriedade. Diferentemente do ano passado, quando tivemos a incapacidade de sermos primeiro em um grupo pífio e mais incompetentes ainda quando caímos na repescagem da competição.
Pois bem, eu mantenho a minha opinião, porém, algumas circunstâncias fazem com que eu entenda a escalação de um time alternativo na estreia da competição.
Primeiro de tudo é que, infelizmente, o Grêmio vai precisar escolher as suas batalhas. O mês de abril será de um calendário insano, com nove jogos em 30 dias. É humanamente impossível escalar força máxima em todos os jogos. Talvez tenhamos de priorizar as partidas em casa e alternar fora nesta primeira fase da Sula.
Segundo motivo é a situação que estamos no Brasileirão. Pelo investimento que fizemos, o trabalho é muito abaixo do que se espera. Jogamos contra Bragantino, Chapecoense, Vitória e Remo e fizemos apenas seis pontos diante desses adversários. É urgente vencer o próximo jogo para recuperar os pontos perdidos.
E o terceiro motivo, mas não menos importante, é que o próximo compromisso pelo Brasileirão é nada mais, nada menos que um Gre-Nal e a gente sabe o peso disso. Não vale só três pontos. É um campeonato a parte em que os dois times têm suas pressões individuais.
Ganhar o clássico fora de casa pode significar uma retomada de confiança que Luís Castro precisa no momento. Seu trabalho já está sendo extremamente questionado. É fundamental fazer um bom Gre-Nal no próximo sábado (11). Quem sabe aquela velha máxima de que ganhar clássico arrume a casa ainda funcione.
Por esses motivos, penso que é muito aceitável estrear na Sul-Americana com um time alternativo, mas com jogadores interessados em ganhar mais oportunidades entre os titulares.
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