
Antes de qualquer coisa é preciso dizer que sou contra a mudança de comando técnico neste momento. Não quero que o Grêmio entre novamente no círculo vicioso de ficar trocando treinador a cada três meses.
Sabemos que isso, na prática, só prejudica a longo prazo, além de causar um rombo financeiro. Mas a grande verdade é que o trabalho não é bom e beira o inaceitável. Ter apenas dois pontos em 21 disputados fora de casa é inadmissível.
Era para o Luis Castro não conseguir dormir até mudar esse cenário. A campanha no Brasileiro é muito aquém do esperado, são menos de 40% de aproveitamento e no geral, apenas nove vitórias na temporada, ainda pegando um retrospecto do Gauchão.
É pouco, muito pouco. É preciso mudar radicalmente o que se vê em campo. Está mais do que claro que a formação com três volantes faz o ataque passar fome.
Se ainda justificasse defensivamente, até vai, mas não justifica. Vimos um time com três jogadores de marcação ceder muitos espaços aos melhores jogadores de meio-campo do Cruzeiro.
Está mais do que na hora de testar novas alternativas, mudar esquema tático e deixar em campo quem realmente está rendendo. O prazo de Luís Castro está no limite, não há discurso ou convicção que sustentem um trabalho sem resultado.
O treinador falou em coletiva que vai mudar o time e tem duas boas oportunidades na Arena pra fazer isso, uma pela Copa do Brasil e outra pelo Brasileirão. O Tricolor está flertando com a zona de rebaixamento. Ou o treinador muda e acerta o time minimamente ou o Grêmio terá de mudar com ele.

