
Eu juro que não sei mais o que dizer sobre as atuações do Grêmio, que mais uma vez testou a paciência do seu torcedor na Arena. O gol salvador de Amuzu só veio no finalzinho da partida, ao apagar das luzes. Uma baita jogada do Enamorado que, por sinal, entrou bem no jogo.
Mas é preciso dizer que jogamos contra um time muito frágil, que desde o início tinha a sua estratégia definida: duas carretas na frente da área e se defender. Para isso, Luís Castro, ao meu ver, escalou errado.
O Grêmio entrou com três volantes contra um time que mal passou do meio campo e o pior: jogou todo o primeiro tempo com a mesma escalação. Se tirasse o Weverton de campo, não faria diferença, pois, mesmo quando Nardoni foi expulso no segundo tempo, o Tricolor quase não sentiu a diferença. Quando o treinador colocou o time pra frente, por óbvio, melhorou. Mas precisou testar bastante a paciência do torcedor antes disso.
A verdade é que o Grêmio não fez mais que a sua obrigação ao vencer o frágil Riestra na Arena. Falta muito, mas muito, para que a gente confie minimamente neste time.
O ponto positivo é que depois de cinco jogos, voltamos a vencer, mas ainda bem abaixo daquilo que o torcedor merece. Agora é colocar força máxima diante do Cruzeiro para tentar recuperar os pontos perdidos no Brasileirão. Luís Castro respira, mas temos muito a melhorar.


