
Vamos combinar que depois daquela sapatada no Gre-Nal era difícil ser otimista para o jogo contra o Fluminense.
Luís Castro teve uma noite de Mano Menezes. Escalou o time com Edenilson e Dodi, sacando Tiaguinho, que não foi bem no clássico, é verdade, mas sequer entrou no Maracanã. O que de certa forma me causa estranheza, pois o técnico português tem o hábito de não queimar a gurizada.
É lógico que o garoto vai oscilar, tem 17 anos. Mas também é lógico que pode contribuir mais do que Edenilson no time. O lado direito do Grêmio foi uma avenida.
Falhas que preocupam
Certamente, Weverton já deve estar arrependido de ter vindo pra Porto Alegre, pois toda hora alguém aparece cara a cara com ele. É impressionante a facilidade para entrar na nossa área e chutar a gol.
Simplesmente não existiu marcação nenhuma nos dois gols do Fluminense. Os dois jogadores estavam livres pra chutar a gol — aliás, no segundo, a bola corre toda a área sem ninguém meter o pé pra tirar.
É duro dizer, mas o Grêmio só melhorou com a entrada de Pavon no segundo tempo e poderia ter empatado o jogo se não fosse Gustavo Martins errar um gol embaixo das traves.
Foi uma estreia ruim no Brasileirão e uma semana de pressão total para os lados da Arena. São derrotas que deixam o torcedor com os dois pés atrás com o trabalho de Luís Castro de forma precoce. Os dois duelos mais difíceis nos mostram que será um longo ano.


