
O discurso de Paulo Pelaipe, logo após a goleada sofrida para o Atlético-MG, tem muita realidade e sérios problemas a serem resolvidos.
Faz tempo que digo ser uma necessidade ter dois ou três anos com contabilidade franciscana, ou seja, gastos mínimos e um grupo de jogadores modesto para buscar manutenção na série A. Aliás, isso acontece faz quatro anos, só que gastando uma fortuna impagável.
Nada de pagar transferências caríssimas. Nada de jogador ganhando um milhão. Treinador de 500 mil por mês e prêmios de produtividade. Uma forte campanha na torcida para melhorar o quadro associativo. Formar jogadores para melhorar o time e logo serem vendidos. Tudo sem abrir a torneira dos gastos.
Hoje, o Grêmio corre riscos de rebaixamento gastando muito. Dois anos sem esta gastança pode ser o tempo adequado para a reabilitação financeira plena e buscar uma vida nova. E contar com o clube sendo endereçado a uma nova gestão que seja responsável e que busque a formação de atletas.
É esta atividade que fortalece o time e bota muito dinheiro pra dentro. Dois anos. Nada menos do que isso. E fazer o torcedor entender que esta é uma necessidade inadiável.
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