Acabaste emocionando muita gente outra vez. Tão logo Ancelotti falou teu nome e o auditório veio a baixo. Uma comemoração igual a aqueles gols maravilhosos que marcantes durante tua vida profissional.
Tu, Neymar, me levaste para a sede da Fifa quando, na Vila Belmiro, marcaste dois gols maravilhosos, driblando toda defesa do Internacional. Lá estavam os teus gols e a minha narração. Eu dizia que os torcedores do Santos precisavam agradecer a deuses por teres nascido na Vila, no lugar onde viveu Pelé, o maior jogador de futebol da história.
Não chegaste ao tamanho dele, é impossível, mas chegaste perto. Com graça, com talento, muito talento, emocionaste a todos. Eu sei dos erros que cometestes. Sei dos exageros físicos que te tiraram muito da capacidade física. Eu e boa parte do mundo já tinha desistido de ti. Mas Ancelloti é grande porque soube avaliar a tua importância. Soube medir tua grandeza e comparar com uma Seleção Brasileira onde somente tu não és comum.
Mesmo usando bengalas, podes ser melhor que muitos numa Copa do Mundo com 48 seleções e onde veremos jogadores ridículos. Não precisa sair jogando no dia 13. Te prepara melhor até lá. Já te vi muito melhor no jogo do Santos contra o Coritiba. O time foi ridículo e ficou difícil jogar e ainda viveste aquela barbaridade do árbitro auxiliar que te tirou do jogo.
Chorei quando ouvi a voz rouca do treinador buscando pronunciar teu nome. Quero te ver lá, trocar algumas ideias e esperar que tu sejas um jogador importante neste mundial mesmo podendo muito menos do que antes. Nos encontramos lá, menino Ney.
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