
No ano passado foi a queda para a Série B. Nesta semana, a eliminação prematura do Grêmio da Copa do Brasil, uma competição que o clube carrega uma história brilhante. Sobraram o Gauchão, a Série B e a desesperada necessidade de voltar para a Série A ou amargar uma situação de descontrole como clube de futebol de primeira grandeza no futebol brasileiro.
Os erros foram cometidos por atacado. A infinidade de jogadores contratados, com salários milionários e com participação técnica beirando o ridículo, levaram o clube a uma situação que remete à calamidade.
Claro que o futebol oferece oportunidades. O time pode ganhar o Gre-Nal, na próxima quarta-feira (9), e ressurgirão esperanças de um bom ano, quem sabe de um título do Gauchão e chegar entre os quatro primeiros na competição nacional.
Jogadores como Orejuela, Thiago Santos e Churín, por exemplo, precisam sair do clube. A torcida e a imprensa não entregam a eles nenhuma possibilidade de fazer algo bom. Mas quem quer contratar esses jogadores?
O Grêmio precisa baixar o custo da folha de pagamento e contratações precisam ser feitas. Roger Machado falou que a média de idade do grupo é de 22 anos, ou seja, ele quer jogadores experientes para melhorar o padrão psicológico do time. É uma situação preocupante.
O clube precisa de vitórias para que a bola não queime nos pés dos jogadores tricolores. Precisa ter do treinador a sua capacidade de montar times. Precisa se reforçar. Precisa encontrar dinheiro, não sei onde. Precisa de união mínima dos gremistas, mesmo que seja um ano de eleições, onde as manifestações são sempre muito passionais e nada acrescentam ao clube.
Sim, o Grêmio vive um estado de calamidade. Só vitórias, a começar pelo Gre-Nal e na sequência do Gauchão, que poderão devolver tranquilidade ao grupo. Com elas, os jogadores renderão mais, a torcida vai apoiar. Mas para chegar lá, precisa melhorar muito. Eu disse MUITO.


