As festas de final de ano são sinônimo de confraternização e maior movimento nas rodovias. É comum que famílias viagem para passar o Natal ou o Réveillon com parentes. Também coincidem com o início das férias escolares. Mas há quem opte ou precise ficar em casa em dias de recesso do trabalho, ampliando o tempo de convivência doméstica no período natalino e de Ano-Novo.
É tempo de ações preventivas para impedir fatalidades
Ambas são situações que exigem alerta, para que os dias que deveriam ser de alegria não acabem em tragédias. A maior circulação nas estradas traz o risco de aumento de acidentes. Ao mesmo tempo, feriados prolongados costumam se refletir no crescimento de casos de violência contra mulheres e de feminicídios. Não pode ser esquecida a Páscoa deste ano no Estado, que chegou ao fim com 10 assassinatos por motivo de gênero. Este é ainda um período caracterizado pelo maior consumo de álcool, fator que tanto potencializa a agressividade masculina como eleva a probabilidade de acidentes, em caso de mistura de bebida e direção. O Rio Grande do Sul tem à frente dias que exigem mobilização, fiscalização e reforço na conscientização para evitar desfechos trágicos.
No programa Conversas Cruzadas, de GZH, na semana passada, a secretária estadual da Mulher, Fábia Richter, advertiu para necessidade de permanecer alerta com as festas de final de ano. De janeiro a novembro, o Estado já registrou 76 feminicídios consumados e 246 tentados, números superiores a todo o ano passado – 73 e 236, respectivamente. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública. No início do mês, a pasta lançou uma campanha de combate à violência contra a mulher com o slogan “Não maquie, denuncie”.
Este é o momento, então, de toda a rede de proteção social e policial permanecer atenta para acolher mulheres vítimas de qualquer tipo de agressão, ajudando a estancar o ciclo de violência que em alguns casos têm um final fatal. Mas, como o poder público não tem a capacidade de estar em todos os lugares e captar todos os sinais, é de vital importância que vizinhos, familiares e conhecidos não se omitam e denunciem situações de violência doméstica. Nem sempre a mulher encontra forças para procurar ajuda.
A carnificina no trânsito, por outro lado, voltou a recrudescer no país. O ano passado foi o quarto seguido de aumento de mortes nas vias federais. É essencial reforçar a fiscalização e as ações educativas para inibir excesso de velocidade, manobras imprudentes, ultrapassagens em pontos proibidos, consumo de álcool e uso do celular ao volante e verificar a adesão ao cinto de segurança. É o que fará a Polícia Rodoviária Federal (PRF) em todo o Brasil, inclusive no Estado, com a oportuna Operação Rodovida 2025/2026, deflagrada nesta semana. No Estado, a mobilização terá reforço de efetivo e atenção especial às estradas que concentram o fluxo no período, como as BRs 290 (incluindo a freeway) e 101. Chama atenção a estatística da PRF do primeiro semestre. Um quarto das vítimas fatais nas rodovias federais gaúchas não usava cinto de segurança no momento do acidente.
Tanto em relação à violência doméstica como no tema da segurança no trânsito, é tempo de ações preventivas para impedir fatalidades.

