
Depois de 40 dias e 40 noites — ou muitos mais — recebendo vídeos engraçadinhos, mensagens indesejadas e outros despautérios digitalizados, resolvi escalar um Monte Sinai virtual e pedi ao Senhor GPT que me ajudasse a formular dez mandamentos para usuários de internet e redes sociais, mantendo o espírito ético e moral dos originais bíblicos. Recebi o que solicitei. Ele não gravou em pedra, mas os artigos ficaram tão espirituosos e adequados que me permito compartilhá-los com os leitores deste espaço. Aí vão:
- Amarás a verdade acima de todas as curtidas. Não idolatres seguidores, fama ou algoritmos — valoriza o que é verdadeiro, não o que é viral.
- Não usarás o nome alheio em vão. Evita perfis falsos, calúnias e o uso indevido de imagens, vozes ou identidades de outras pessoas.
- Guardarás um tempo offline. Desconecta-te aos domingos (ou quando possível) para lembrar que há vida além da tela e conexões que não dependem de Wi-Fi.
- Honrarás teus pais — e também teus avós — nas redes. Ensina-os com paciência, protege-os de golpes e respeita suas opiniões, mesmo quando digitadas em caixa alta.
- Não matarás com palavras. Comentários cruéis, humilhações e cancelamentos ferem tanto quanto armas. Usa o teclado com empatia.
- Não pecarás contra a privacidade. Respeita os limites da intimidade alheia: o que é pessoal, permanece pessoal — mesmo que dê muitos views.
- Não furtarás conteúdo. Credita sempre o autor, o fotógrafo, o artista, o criador. A internet é de todos, mas o trabalho tem dono.
- Não levantarás fake news. Antes de compartilhar, verifica. A mentira digital pode destruir reputações reais.
- Não desejarás o perfil do próximo. Não invejes a vida editada dos outros — ninguém posta os dias nublados no feed.
- Não cobiçarás os likes alheios. Busca conexões sinceras, não validação numérica. A melhor curtida é a paz interior.
P.S. (ou P.GPT.): Em respeito ao sétimo mandamento do decálogo tradicional — e também desta sátira —, reitero que não sou o autor de nenhuma dessas pérolas. Apenas fiz a provocação.


