
O Gre-Nal foi lógico. Em um jogo do pior mandante contra o pior visitante, o empate sem gols era previsível e foi justo pelo desenhar da partida. Para além do placar, foi um dos clássicos mais pobres tecnicamente que eu já presenciei.
Paulo Pezzolano se viu sem alternativas pela ausência de Matheus Bahia e precisou retomar uma ideia anterior de ter mais a posse de bola e propor o jogo. O ponto positivo foi a defesa, que marcou no mesmo esquema dos últimos jogos e passou segurança ao longo de toda a partida, anulando o principal jogador do rival.
Ofensivamente, o time sofreu muito. Alan Patrick, Carbonero, Vitinho e Borré, todos tiveram desempenhos pífios e o Inter criou poucas chances de gol.
Os dois lados do Gre-Nal
Após o jogo, posso ver o resultado por dois lados. Jogando no Beira-Rio, contra um Grêmio extremamente limitado, o Inter precisava vencer. O time deixou escapar pontos em casa, e fez o torcedor, que lotou o Gigante, sair decepcionado mais uma vez. Desperdiçou, também, a oportunidade de olhar mais para cima da tabela.
Por outro viés, dentro do objetivo inicial da temporada, os 45 pontos, o empate não foi de todo ruim. Mas, para isso se confirmar, é fundamental vencer o Mirassol no próximo domingo. Assim, o empate no Gre-Nal pode ser relativizado como parte de um recorte positivo, que vem desde a vitória contra o Santos.
No fim das contas, o clássico não resolveu nada, nem para um, nem para o outro. Serviu para escancarar as dificuldades dos dois times e deixar claro que os torcedores não podem esperar nada além de um Brasileirão de meio para baixo da tabela.



