
Não há do que se queixar, torcida brasileira. O Brasil criou cinco chances de gol e transformou o goleiro adversário em herói. Vi acontecer em 2018 com o belga Courtois. O Brasil não marcou o camisa 10 armador do adversário, Odegaard. Vi acontecer em 2022 com o croata Modric.
Repetimos erros, não agregamos acertos e estamos fora nas oitavas de final para Noruega. Os caras mereceram, e não foi só Haaland. Foi uma estratégia de esperar o Brasil e servir o melhor centroavante do mundo.
Bobb entrou bem por um lado, Schjelderup por outro. A Noruega começou a ser perigosa ao longo de um segundo tempo em que já começou melhor.
Perdemos, consagramos o goleiro e, cereja azeda do bolo, Ancelotti delegou ao filho a primeira entrevista pós-eliminação. Uma atitude varzeana inaceitável de um dos melhores treinadores do mundo. Assim, não quero.
Acaba o ciclo de Neymar, Casemiro e Danilo, vem aí um ciclo inteiro de Ancelotti para começar tudo de novo. Não tenho reparo ao resultado de campo. O Brasil mereceu sair.
E daqui para a frente?
Agora o ciclo de Carlo Ancelotti abre em setembro. A tristeza profunda decorrente da saída nas oitavas — nas oitavas! — vai fazer mal ao futebol brasleiro por um tempo, uma espécie de luto. Depois, é preciso reagir. A renovação antecipada de Ancelotti foi precipitada, a cobrança sobre ele será dura e tem que ser. A dor de uma performance tão pobre na copa dos EUA vai perdurar, que seja mola propulsora para outro tempo. Este tempo acabou.
Interferência do calor
A Copa está menos intensa por causa do calor. Mesmo jogos que valiam sair ou ficar tiveram equipes dosando energia. Impossível competir como se fosse na temperatura amena da Inglaterra. Vai ser assim sempre que o calor for tão sufocante. A França deve se beneficiar disso para ser ainda mais favorita por causa da sua qualidade superior.




