
Foi um absoluto massacre espanhol. Dibu Martínez pegou quase tudo que dava pra pegar, mas o chute de Ferran Torres era impossível. No segundo tempo da prorrogação, só aí saiu o gol que a Espanha ensaiou por mais de 100 minutos.
O time de Luis de la Fuente mereceu o título pelo tanto de futebol que jogou, mas vai precisar encontrar um artilheiro para 2030, a Copa do centenário. A maioria dos titulares estará na próxima Copa. Cuja final, aliás, deverá ser em Madri.
Da França, também sobra juventude e qualidade. A Argentina vai procurar construir uma seleção que não dependa do gênio. A Alemanha terá Jurgen Klopp. Portugal, Jorge Jesus. O Brasil tem o treinador de férias e começará com atraso o novo ciclo com Ancelotti. Quando vejo o futebol da Espanha e a atitude da Argentina, concluo que temos um longo caminho a percorrer.
Protagonistas
A atuação do goleiro argentino foi das coisas mais impactantes que vi numa final de Copa. Dibu Martínez terá uma terceira Copa e restará como ponte da nova seleção argentina com esta que encerra o ciclo “messiânico”. Mesmo derrotado, Dibu Martínez é um personagem fantástico desta Copa.
Ferran Torres é o herói inesperado da Espanha. Não é titular absoluto do Barcelona, é reserva da seleção, mas será eternamente dele a autoria do gol do título. Yamal ficou a menos, Rodri confirmou ser o melhor volante do mundo e a campeã é a seleção que tem na paixão pela bola sua qualidade maior.
Tomara que De la Fuente e Scaloni renovem contrato com Espanha e Argentina. Merecem outra Copa com seus desafios, merecem o reconhecimento de serem competentes e respeitam o futebol e seu objeto de desejo, a bola.
E que Carlo Ancelotti, um dos melhores treinadores do mundo, mire o exemplo destes dois que tiveram mais sucesso em seleção do que em clube. O primeiro passo brasileiro é reconhecer o quanto está abaixo dos melhores. Incluindo o trabalho do nosso treinador italiano.


