
Michael Olise é londrino, mas escolheu jogar pela França. Recentemente, cometeu a indelicadeza de dizer que não saberia dizer o nome de um jogador de destaque do Brasil.
Quando marca um gol, não comemora ou faz uma cara esquisita como se desdenhasse o que fez. Joga barbaridade o tal Olise, autor dos três gols do amistoso contra Irlanda do Norte, o último antes da estreia.
Olise é um dos protagonistas daquela seleção que tenho na conta de grande favorita ao título. Do meio para a frente, Didier Deschamps pode escalar Cherki, Dembelé, Olise e Mbappé. Sobrariam Doué e Barcolá. Nenhuma seleção no mundo tem essa qualidade disponível.
O atual treinador sempre montou times mais defensivos e obteve resultados espetaculares, um título em 2018 e uma final em 2022.
Como o mundo não se faz só de flores, não falta lambança extracampo para os franceses. A mais recente, o uso não autorizado de fotos de jogadores da seleção para publicidade de uma casa de apostas parceira da Federação Francesa de Futebol.
Os jogadores também não chegaram a um acordo sobre premiação pelo título e cota de ingressos à disposição de cada jogador para doar à família.
Se conseguir superar o extracampo, a seleção francesa dificilmente ficará fora de sua terceira decisão de Copa consecutiva. A última de Deschamps no comando depois de 14 anos no cargo.
Zinedine Zidane estaria acertado para o próximo ciclo, o que significa uma perspectiva ainda mais promissora para 2030, quando ainda haverá Mbappé e esta geração no auge da maturidade.
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