
Carlo Ancelotti faz, nesta quarta-feira (10), 67 anos de idade e não seria exagerado usar para ele a expressão com que Jamelão definiu Bill Clinton quando visitou a Mangueira e trocou passes com uma criança da favela: "Feliz feito pinto no lixo", disse o cantor sobre o presidente dos EUA.
Carleto está feliz que nem pinto no lixo como treinador da Seleção. Recebe salário de padrão europeu, mora no Rio de Janeiro e não é discutido como técnico ideal para o momento vivido pelo futebol brasileiro.
Está rico por várias gerações há muito tempo. Se renovou até a Copa de 2030, a razão não é dinheiro e sim realização pessoal. Em clube, não há desafio que já não tenha superado. Se fosse trabalhar em seleção, que fosse uma de ponta, não outra qualquer que só despejasse dólar ou euro em sua abarrotada conta bancária.
Ancelotti estreou no Brasil um ano atrás. Logo, este ciclo é apenas meio seu. O próximo, sim, será autoral.
Pode-se discutir alguém no Brasil ganhar um salário tão acintoso como recebe Ancelotti, mas quem paga não paga com dinheiro público e sim com recursos próprios. O que não se discute é o fato de a Seleção estar nas mãos de um dos cinco maiores treinadores do mundo.
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