
O resultado do exame de Neymar ficou dentro do esperado, segundo o médico da Seleção. Ao contrário da expectativa gerada antes do exame, o meia-atacante do Santos não ficará à disposição no curto prazo, leia-se estreia contra o Marrocos.
Na prática, significa que por mais algum tempo Ancelotti poderá trabalhar sem a pressão de Neymar titular ou Neymar reserva. Para um time em fase de afirmação como o brasileiro, já basta o incômodo de não estar pronto.
Não seria necessário o reforço da marca Neymar a emparedar o treinador. É verdade que Carlo Ancelotti já passou por quase tudo nesta vida, mas não é ruim para ele esta paz adicional. Do meio para a frente, Carleto não parece que vai mexer no seu quarteto ofensivo, ainda que a mudança de quatro para três atacantes com ingresso do meio-campista Danilo equilibrasse muito mais o time brasileiro.
O gol contra o Egito não dá a Endrick ainda a força que transforma reserva em titular. Diferente seria se fosse o gol da vitória de um jogo já dentro da Copa. Do quarteto atacante brasileiro, o mais ameaçado por Danilo é Luiz Henrique. Embora muito bom jogador, tem menos marca do que Raphinha, Matheus Cunha e Vini Jr.. Joga num pais europeu menos relevante do que a Espanha ou a Inglaterra no cenário do futebol.
Se confirmado titular para a estreia, Luiz Henrique terá esta partida como seu prato de comida. Enquanto Ancelotti define peças e desenho, Neymar tem mais alguns dias de tratamento tão em paz quanto sua celebridade.
Quanto sua celebridade permite.
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