
A Copa do Mundo já teve campeões baseados em qualidade coletiva, como a Itália, em 2006 e a Alemanha, em 2014. Havia Totti, excelente na Azurra, Kroos, multicampeão por onde andou. Mas eram menos do que gênios. Fantásticos, mas na prateleira dos mortais.
Pode ser que o campeão deste ano seja também fruto do operariado, mas Copa gosta muito de protagonista. Ou, para aproveitar a estadia em solo norte-americano, gosta de quem pode ser chamado de "The One". "The man of the Match". No penta brasileiro, fomos de Pelé, em 58, Garrincha, em 62, Pelé de novo, em 70, Romário, em 94 e Ronaldo, em 2002. A Argentina santificou Kempes, em 78, Maradona, em 86 e Messi, em 2022.
A estreia da Inglaterra trouxe Kane na plenitude. Bellingham, logo abaixo. A França com Mbappé e seu escudeiro, Ollise. A Noruega de Halland e, antes e acima, a Argentina de Messi. É por onde cresce a esperança em Neymar calçando chuteiras. Se o Brasil não tem sequer time titular para apostar no coletivo até agora, mais importante se torna o jogador que mais potencial técnico tem para assumir o papel.
Neymar, para somar com Vini Jr.. Ancelotti bancou esperar Neymar além do limite do sensato. O italiano tem tamanho para isso. Precisamos que esta aposta seja bem-sucedida. Não contra o Haiti na sexta, mas para um futuro mais sorridente adiante. Nem falo em gargalhada. Um sorriso já me basta.
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