Como já era esperado, a sessão desta terça-feira (15) do Supremo Tribunal Federal (STF) descambou para discussões entre os ministros e acusações de atuação político-eleitoral.
Por trás dos debates, a estratégia de Alexandre de Moraes e outros ministros está clara: analisar em conjunto as acusações que envolvem ele e Mendonça.
O debate inicial mostra a dificuldade que o presidente do STF, Edson Fachin, terá para estabelecer o roteiro que ele próprio criou, com duas sessões separadas.
Confira a discussão na íntegra:
Moraes - As medidas determinadas em todos os feitos estão assentadas cada qual. Em bases fáticas e probatórias comuns, disse V. Exª, e que parcialmente se sobrepõe. Não há como julgar hoje sem julgar terça, porque eu pergunto, quem tem medo da Polícia Federal? Presidente, quem tem medo da Polícia Federal?
Mendonça - Não, não é questão de medo, não.
Moraes - Eu não estou perguntando a vossa excelência.
Mendonça - Não, mas eu estou lhe respondendo.
Moraes - Quem tem medo da Polícia Federal? Quem chamou a Polícia Federal? E exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada. E vamos trazer aqui, presidente, vamos trazer aqui e chamar aqui testemunhas que eu vou indicar, não só policiais. Advogados, testemunhas, eu tenho testemunhas que o ministro André em reunião disse, “peçam isso”.
Mendonça - Isso é mentira.
Moraes - Então vamos chamar a testemunha?
Mendonça - Mentira.
Moraes - Vamos chamar?
Mendonça - Mentira.
Moraes - Vamos chamar?
Mendonça - Pode chamar quem quiser, vão mentir.
Moraes - Não há como julgar hoje sem julgar terça-feira. Chamou.
Mendonça - Não, senhor.
Moraes - Inclua o ministro Alexandre.
Mendonça - Mentira. Por quê?
Moraes - Por quê? Porque está a serviço de um grupo político. que quis dar um golpe nesse país. Ah, senhor presidente. É isso, presidente.
Mendonça - Eu não vou responder. É isso. No meu momento de fala.
Moraes - E mais, presidente, mais, mais. Não tem nenhum documento apócrifo, todos sabem o que é o relatório de inteligência, os relatórios de inteligência estavam registrados lá, é só pegar o registro, quem fez e vamos chamar aqui nesse Supremo Tribunal Federal. além de advogados que já se colocaram à disposição. Então, eu repito, presidente, tudo o que foi feito, essa investigação fraudulenta contra mim, já começou lá atrás. Não dá para julgar uma coisa sem outra. Obrigado, presidente.

















