
A primeira manifestação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, sobre as suspeitas envolvendo Alexandre de Moraes é uma resposta à sociedade em meio à escalada da crise. Com o gesto, Fachin também busca se antecipar à pressão interna de colegas contrários à abertura de uma investigação formal contra Moraes.
Não é a primeira vez que Fachin dá recados públicos buscando respaldo de fora para dentro. Até agora, o espírito de corpo reinou diante de suspeitas envolvendo integrantes da Corte. Mas os indícios revelados pela Polícia Federal sobre a relação entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro provocaram uma escalada inédita na crise.
Embora garanta serenidade para análise do caso, Fachin já antecipou em seu pronunciamento enxergar “sérios elementos de fatos”.
Acrescentou ainda que “a elevada autoridade do cargo não confere privilégios, mas impõe deveres, limites e responsabilidades”.
O discurso é coerente com o que Fachin tem pregado quase sozinho na Suprema Corte desde que assumiu a presidência.
A julgar pela fala inicial de Fachin, pela forte pressão política que ganha corpo a um mês das eleições e da gravidade das suspeitas apresentadas pela PF, talvez estejamos próximos da primeira investigação formal contra um integrante do STF.




