
Ao decidir que a sessão da próxima terça-feira (15) julgará apenas o processo em que o ministro Alexandre de Moraes é flagrado em conversas com Daniel Vorcaro, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, tenta evitar que a discussão seja misturada aos questionamentos sobre a condução do processo pelo relator do Master, André Mendonça. Ministros ligados a Moraes, contudo, ainda tentarão embaralhar a discussão de outras formas.
Em requerimentos encaminhados à presidência, o decano da Corte, Gilmar Mendes, e o ministro Cristiano Zanin exigem acesso integral ao conteúdo dos celulares do banqueiro antes da sessão de terça. O objetivo, dizem, é conhecer todo o contexto de relações de Vorcaro, algo que consideram essencial para análise do tema.
Até agora, Mendonça sustentou que o conteúdo dos celulares apreendidos está lacrado no STF apenas como cópia de segurança. Alega, portanto, que o material está sob os cuidados da Polícia Federal e não foi acessado por ele.
Fachin já marcou para o dia 23 de setembro uma sessão em que pretende discutir especificamente o pedido de investigação de Moraes contra Mendonça, em que a suposta parcialidade do relator estará em pauta. Ainda assim, é bem provável que o tema seja levantado nas manifestações de ministros na próxima terça.
Ao lado de colegas de toga que estão alinhados ao discurso de suposta perseguição direcionada, Moraes tentará a todo custo adiar a discussão sobre suas relações com Vorcaro ou evitar a abertura de uma investigação formal sobre o tema.






