No debate promovido pela Rádio Gaúcha com os pré-candidatos ao governo do Estado, nesta quinta-feira (06), a articulação com Brasília ficou em segundo plano. Temas que dependem de solução do governo federal apareceram especialmente por provocação de Juliana Brizola (PDT), que levantou a necessidade de nova prorrogação do pagamento da dívida com a União e da aprovação de um fundo constitucional de desenvolvimento da região Sul.
Líder de uma coligação de oito partidos, Juliana tentou demonstrar que sua capacidade de diálogo não está restrita ao presidente Lula (PT) — a quem apoia. Provocou os demais pré-candidatos sobre a disposição deles de conversar com quem pensa diferente.
O vice-governador Gabriel Souza (MDB) recusou as críticas sobre falta de articulação na capital federal e foi o único a se comprometer com a assinatura do Propag, programa elaborado pelo Ministério da Fazenda oferecendo condições mais favoráveis para o pagamento da dívida bilionária. Ele pontuou, no entanto, que em paralelo a isso também buscará sensibilizar a União sobre a necessidade de adiar a retomada do pagamento da dívida e direcionar os recursos para um plano de irrigação.
Luciano Zucco (PL) e Marcelo Maranata (PSDB) enfatizaram a previsão de déficit orçamentário a partir do próximo ano e também defenderam a necessidade de uma rediscussão sobre a dívida com a União, mas sem detalhes sobre o plano para convencimento do governo federal.
A falta de articulação com a bancada federal no Congresso, apontada pelo setor produtivo como um dos entraves para o desenvolvimento do Estado, não foi levantada pelos pré-candidatos. A taxação imposta pelo governo dos Estados Unidos, que atinge a indústria gaúcha diretamente, também ficou de fora dos temas, a não ser por uma provocação final de Juliana a Zucco.










