
ATUALIZAÇÃO, 13h10min: no final da manhã desta quarta-feira (5), Flávio anunciou o deputado federal Alfredo Gaspar como vice da chapa; leia na coluna o motivo da escolha, que ocorreu de última hora e contrariou preferência por uma mulher.
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) deve anunciar como vice, nesta quarta-feira (5), a deputada federal Priscila Costa, do Ceará. Vice-presidente nacional do PL Mulher e aliada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ele já figurava entre as favoritas dentro do partido.
Antes, no entanto, Flávio tentou candidatas em outros partidos, mas recebeu negativas em todos os casos.
Pessoas próximas à deputada confirmam que ela foi consultada sobre a possibilidade de ser vice e marcou viagem a Brasília. Oficialmente, o nome ainda não foi confirmado. Um anúncio está previsto para o final da manhã, na sede do PL, na capital federal.
O cenário foi discutido na noite da última terça-feira (4) entre Flávio, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho — que também foi cotado como possível vice.
O prazo para definição das chapas nas convenções dos partidos termina nesta quarta, mas o registro junto à Justiça Eleitoral pode ser realizado até o dia 15 deste mês. Todos os demais pré-candidatos à Presidência já confirmaram os vices.
Priscila Costa assumiu cadeira de deputada federal no mês passado. Ela era primeira suplente no PL e entrou na vaga de Dayany Bittencourt (União-CE), que perdeu o mandato. Antes, a provável vice de Flávio era vereadora em Fortaleza.
Além de vice-presidente nacional do PL Mulher, Priscila é responsável pelo segmento do partido no Ceará e considerada muito próxima de Michelle Bolsonaro. A escolha é uma forma de reduzir os atritos internos na família do ex-presidente Jair Bolsonaro e levar de vez a ex-primeira-dama para o centro da campanha.
Flávio já havia manifestado preferência por uma vice mulher porque quer reduzir a resistência do eleitorado feminino. Antes, ele tentou pelo menos dois nomes, que não foram viabilizados por resistência dos partidos.
A primeira, chamada de candidata dos sonhos pelo presidenciável, foi a senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina. Ela chegou a aceitar, mas o seu partido, PP, preferiu ficar neutro.
Depois, foi discutido o nome de Daniela Marques, ex-secretária de Paulo Guedes no Ministério da Economia. O Republicanos, ao qual ela está filiada, não concordou com o nome e também decidiu ficar neutro.




