
Após a aprovação, nesta terça-feira (14), do aumento da mistura de etanol anidro na gasolina dos atuais 30% para 32%, o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que já estuda elevar ainda mais os percentuais, chegando a 35%.
Além de reduzir o impacto ambiental, o principal objetivo do aumento gradual do uso de etanol é reduzir a dependência de importação — algo que ganhou força com a instabilidade de preços decorrente dos conflitos no Oriente Médio.
“Paralelamente à implementação da medida, seguem em andamento, no âmbito do Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro, estudos para avaliação de misturas com percentuais superiores de etanol, incluindo o E35 (nome técnico dado à mistura de 35%). Os ensaios têm como foco a análise da durabilidade de componentes e dos efeitos da utilização do combustível a longo prazo”, disse o ministério, em nota.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 15% da gasolina que consome. O MME calcula que o país poderá ser autossuficiente no abastecimento do combustível com a mistura no patamar de 35%.
“Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no país busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira”, complementa a nota.
O MME garante que uma nova mudança de patamar só será feita caso os testes de impacto nos veículos garantam a segurança. Até o percentual de 32%, segundo a pasta, não foram identificados impactos relevantes no funcionamento dos motores e de outros componentes.




