
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) recebeu três pré-candidatos à presidência da República, nesta segunda-feira (22), para debater a agenda do setor. O presidente Lula (PT) e o pré-candidato Renan Santos (Missão) foram convidados, mas não compareceram.
Romeu Zema (Novo) deu início aos painéis, realizados de forma individual. Exibiu como vantagem o currículo de empresário e debateu a maioria dos problemas do país a partir de exemplos de Minas Gerais, onde foi governador por dois mandatos.
Diferentemente da abordagem nas redes sociais, Zema evitou críticas contundentes aos presidenciáveis que não condenam o escândalo do Banco Master, mas prometeu o combate à corrupção como uma das prioridades de um eventual governo. O momento em que mais arrancou aplausos da plateia foi durante a defesa do regime de hora trabalhada – projeto que tramita no Congresso para dar flexibilidade às contratações.
No segundo painel, Flávio Bolsonaro (PL) usou boa parte do discurso para exaltar o governo do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Repetiu promessas feitas por ele na campanha vitoriosa de 2018, como “tesourada nos gastos” e revogação em massa de normas e decretos que regulamentam o mercado de trabalho.
O senador se antecipou a questionamentos ao tarifaço dos Estados Unidos, assegurando aos presentes que tentou convencer o presidente Donald Trump a não punir o Brasil. E repetiu em diversas oportunidades que o combate à criminalidade será a marca de seu eventual governo.
Convidado para abrir os debates, Ronaldo Caiado (PSD) se atrasou e teve de encerrar o evento. O ex-governador de Goiás apelou aos empresários que priorizem quem tem uma bagagem pesada, que saiba conversar com o diferente, e não estimule apenas o enfrentamento de redes sociais.
Ao final, com um auditório quase esvaziado, Caiado conseguiu apresentar um plano de propostas mais robusto e detalhado, mas teve de se contentar com poucos aplausos da plateia.



