
O plano de combate ao crime organizado lançado pelo governo Lula, nesta terça-feira (12), prevê investimentos em sete presídios do Rio Grande do Sul. Novos equipamentos serão destinados a unidades de médio e grande porte que possuem sistema frágil de controle sobre entrada de celulares e bloqueio de sinal.
Em todo o país, o reforço contemplará 138 unidades prisionais. O governo promete elevar o nível de controle ao padrão das penitenciárias federais de segurança máxima. Além de equipamentos de raio-x, serão enviados drones, kits completos para varredura e bloqueio de sinal aos Estados.
— Um programa em nível nacional é importante porque soma esforços para que a gente siga na curva descendente de crimes. Os equipamentos ajudam especialmente na triagem de entrada nos estabelecimentos, de forma a evitar que o equipamento ingresse — disse o secretário estadual de Sistemas Penal e Socioeducativo, Cesar Kurtz.
O Rio Grande do Sul possui mais de cem unidades prisionais. Por motivo de segurança, o governo não divulgará a lista das unidades contempladas. A escolha levou em consideração o porte das unidades e o perfil dos presos – priorizando locais com maior presença de membros de facções.
Falhas de controle sobre celulares e bloqueio de sinal
O Grupo de Investigação da RBS (GDI) revelou recentemente que o bloqueio do sinal de telefonia e internet está longe de virar realidade na maioria das penitenciárias gaúchas.
No início de março, após as reportagens mostrarem sucessivos atrasos nas entregas e falhas no serviço, foi rompido o contrato com a empresa que iria instalar e operar os bloqueadores em 24 das principais unidades do Estado.




