
Lançado nesta segunda-feira (04), o novo Desenrola Brasil pretende viabilizar a renegociação de dívidas bancárias de mais de 20 milhões de brasileiros, com descontos de até 90% e prazo de carência. Os maiores bancos já manifestaram intenção de participar do programa, segundo o Ministério da Fazenda, mas há fintechs e instituições menores que podem ficar de fora.
Houve uma série de mudanças em relação à primeira edição do Desenrola, por isso a expectativa do governo e do próprio setor é que a adesão seja maior. Desta vez, a renegociação ocorrerá diretamente nas instituições. O custo de infraestrutura e operação foi reduzido.
O governo também oferecerá aporte do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir 50% de eventual inadimplência.
— Os grandes bancos estão todos prontos a operar. Alguns bancos menores e instituições de pagamento (fintechs), por não operarem com o FGO, ainda estão fazendo a integração. Mas o FGO vai garantir eventual inadimplência após 35 dias de carência, então temos tempo suficiente para integração de todas as instituições que quiserem e têm dívida relevante — explicou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
O ministério não divulgou uma lista com as instituições aptas ou não a aderirem ao programa. A orientação oficial é para que os clientes procurem a instituição onde tem dívida e peça acesso ao novo programa. Caso o banco ou fintech não esteja disposto a renegociar com as novas regras, o cliente poderá solicitar portabilidade para outra instituição.
A primeira edição do Desenrola beneficiou cerca de 15 milhões de pessoas com a renegociação de R$ 53,2 bilhões, segundo a Fazenda. Embora tenha sido considerado um sucesso pelo governo, havia expectativa interna de que um número maior de instituições participasse.
— Amanhã estamos começando um mutirão de 90 dias para renegociar as dívidas no país. Então, é importante que a partir de amanhã os clientes procurem os canais oficiais dos bancos, procure o seu gerente, porque lá estará o passo a passo para a renegociação — complementou Durigan.
Apesar de já estar na segunda edição, o ministro defendeu que programas amplos de renegociação de dívidas não podem virar rotina. O objetivo principal, disse, é que os clientes substituam dívidas caras, como rotativo de cartão de crédito, por novos contratos que estejam dentro de sua possibilidade de honrar com o compromisso.




