
O pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Edegar Pretto, deixou o Palácio do Planalto na segunda-feira (30) sem ser recebido pelo presidente Lula. Segundo apurou a coluna, o ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) discutiu a situação da candidatura apenas com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, que na última semana já havia tentado convencê-lo a abrir mão do projeto em nome de uma aliança com Juliana Brizola, do PDT.
O convite para ir ao Planalto partiu do gabinete presidencial. Pretto deixou Porto Alegre no começo da manhã ao lado do presidente estadual da sigla, Valdeci Oliveira, e esperava definir na conversa com Lula o futuro da candidatura.
A justificativa informal para Pretto não ter sido atendido, segundo relato de pessoas de seu entorno, foi "conflito de agenda". Mas o pré-candidato ao Piratini estava à disposição em Brasília desde o final da manhã, e Lula só teve compromisso oficial a partir das 15 horas.
Além disso, mesmo em dias de agenda atribulada, é comum Lula deixar o gabinete para cumprimentar ou trocar rápidas palavras com aliados que estejam de passagem pelo Planalto. A ausência deste gesto, portanto, aumentou o mal-estar no partido e pode criar mais um empecilho para o futuro da candidatura de Edegar.
No mês passado, Lula recebeu em seu gabinete a pré-candidata do PDT, Juliana Brizola, e discutiu a possibilidade de uma aliança no Rio Grande do Sul na qual ela seria cabeça de chapa. A partir disso, as negociações foram intensificadas, sempre sob a liderança do presidente nacional do PT.
Na reunião de segunda, coube a Edinho Silva dizer a Edegar que Lula não abre mão de uma aliança ampla já no primeiro turno. Ao mesmo tempo, houve indicativo de que não haverá intervenção na decisão do diretório estadual. Por isso, pelo menos até agora, a intenção de Edegar e de outros líderes do PT no Estado é manter a sua pré-candidatura sem a aliança com o PDT.





