
Delegados da Polícia Federal (PF) que conduzem investigações sobre o Banco Master foram chamados, nesta sexta-feira (13), para uma reunião com o novo relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça. O encontro, segundo a assessoria do tribunal, é para que o ministro seja colocado a par do estágio das investigações.
Mendonça substitui na função o ministro Dias Toffoli, que deixou o caso após a PF identificar possível elo entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro. A empresa Maridt Participações, da qual Toffoli é sócio, vendeu parte de um resort a um fundo controlado pelo Master.
A investigação tem origem na Operação Compliance Zero, em que a PF apura uma rede de fraudes envolvendo a emissão de títulos de crédito e possíveis crimes financeiros atribuídos a integrantes da cúpula do Master e a terceiros.
A instituição foi liquidada pelo Banco Central do Brasil devido a graves irregularidades de mercados e de controles financeiros, gerando prejuízo superior a R$ 50 bilhões.
Desde o final de 2025, o processo tramita no STF porque foi identificada a citação a um deputado federal nas investigações.
Inicialmente, Toffoli foi designado relator do inquérito no STF. Sob sua orientação, foram adotadas medidas pouco usuais, que impuseram sigilo absoluto ao caso e criaram desgaste com a PF.
A permanência do ministro na relatoria foi inviabilizada após a PF divulgar parte do conteúdo extraído do celular de Vorcaro, com suspeitas de conflito de interesses no trabalho de Toffoli.
Em carta assinada pelos 10 integrantes da Corte, o STF afirmou não haver hipótese de suspeição formal de Toffoli, e que os atos da investigação realizados até então permanecem válidos. Ao mesmo tempo, informou que a relatoria seria redistribuída por sorteio em nome dos “altos interesses institucionais”.




