A base aliada do governo vai apresentar recurso ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), contra a decisão que autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na CPI do INSS. O requerimento deve ser protocolado ainda nesta quinta-feira (26).
Após a derrota na CPI, a estratégia governista é questionar o procedimento adotado pelo presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), e tentar suspender os efeitos da medida aprovada no colegiado. Os parlamentares da base argumentam que o número de votos contra o requerimento foi maior do que registrado por Viana. O registro não foi feito no painel, com votos individuais. Foi uma votação de uma série de requerimentos em globo, com a contagem manual.
A sessão da comissão foi marcada por troca de acusações entre governistas e oposicionistas, além de empurrões e agressões físicas. Com a quebra de sigilo, os membros da CPI podem acessar extratos bancários, declarações de Imposto de Renda, contratos e a movimentação financeiras de Lulinha.
Embora o filho do presidente Lula não figure formalmente como investigado, seu nome passou a aparecer nas apurações a partir de menções – diretas e indiretas – que o relacionariam a Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS” e apontado como um dos principais operadores do esquema de descontos indevidos contra aposentados e pensionistas.
Em outras ocasiões, a base governista barrou a convocação de Lulinha na CPI. Nesta quinta-feira (26), a ofensiva ganhou novo impulso após o portal Metrópoles noticiar que dois ex-dirigentes do alto escalão do INSS teriam firmado acordos de delação premiada e citado pessoas com acesso ao poder, entre elas o filho do presidente.







