
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, vê em 2026 a última oportunidade concreta para viabilizar uma candidatura à Presidência da República. Sua entrada no PSD – mesmo partido do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite – representa uma má notícia para o gaúcho, ao introduzir um concorrente de peso em um cenário que já lhe era desfavorável.
Antes mesmo da filiação de Caiado, aliados do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, já apontavam o governador do Paraná, Ratinho Jr., como o principal nome do partido para a disputa presidencial. Embora ainda não tenha oficializado uma pré-candidatura, Ratinho investiu pesado contratando uma equipe para ampliar sua projeção nacional e aparece como o quadro mais testado do PSD nas pesquisas de intenção de voto.
Caiado, por sua vez, tem adotado uma postura mais explícita. Aos 76 anos e exibindo pesquisas que mostram mais de 80% de aprovação em seu Estado, o governador goiano fala abertamente sobre o projeto presidencial e, nos últimos meses, intensificou articulações com partidos interessados em construir uma alternativa à polarização entre Lula e a família Bolsonaro.
Sem espaço no União Brasil, Caiado chegou a considerar a migração para legendas menores, como Podemos e Solidariedade. A decisão de se filiar ao PSD, oficializada na noite de terça-feira (27), ocorreu após receber de Kassab sinais positivos de que poderá ocupar posição de liderança no projeto nacional da sigla.
Ainda é cedo para cravar quem será o candidato do partido em 2026. As pesquisas de intenção de voto previstas para os próximos meses devem balizar as decisões internas. Não há dúvida, contudo, de que, neste momento, Caiado desponta como o governador mais articulado no plano nacional.
Na prática, o novo cenário empurra Eduardo Leite para a condição de terceira opção dentro do PSD. Sem uma reação consistente nas pesquisas que comprove vantagem sobre os concorrentes internos, o caminho do governador gaúcho rumo à Presidência se tornará inviável.


