
Ao oficializar as mudanças que vão simplificar e baratear a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), nesta terça-feira (9), o governo Lula hasteou mais uma bandeira eleitoral do ano que vem. Na cerimônia, que lotou um dos salões do Palácio do Planalto, os discursos exaltaram o esforço para combater a burocracia e beneficiar os mais pobres, que perdem oportunidades de emprego que exigem habilitação ou dirigem na informalidade.
Principal responsável por tirar a iniciativa do papel, o ministro Renan Filho (Transportes) chegou a comparar a nova CNH ao Prouni, ao Minha Casa Minha Vida e à isenção do Imposto de Renda.
Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), 20 milhões de brasileiros já dirigem sem habilitação e mais 30 milhões têm idade para ter a CNH mas não possuem o documento, principalmente por não conseguirem arcar com os custos que podem chegar a até R$ 5 mil. As novas regras prometem reduzir o custo em 80%.
Para não deixar dúvidas sobre a intenção de ampliar o acesso da CNH aos mais pobres, a cerimônia reservou espaço no palco de autoridades para representantes de entregadores de aplicativo. O presidente Lula disse que em breve também quer lançar um programa de financiamento de motocicletas com juros subsidiados.
Além de trabalhadores de baixa renda, o governo busca reconhecimento da classe média. Até os 50 anos, motoristas que não tenham histórico de multas poderão fazer a renovação de forma automática e gratuita. E ainda há promessa de redução em 40% no custo dos exames médicos e psicológicos.
Até mesmo o nome escolhido para o programa vai na linha do "carimbo" criado pelo ministro Sidônio Palmeira (Comunicação Social) para marcar a atual gestão: CNH do Brasil.






