
A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, cumprida neste sábado (22), foi solicitada pela Polícia Federal (PF) como uma medida preventiva. As autoridades identificaram o início de uma mobilização de apoiadores que poderia dificultar a transferência dele da prisão domiciliar para uma unidade penitenciária.
Com a proximidade do fim do prazo para recursos da condenação por golpe de Estado, a prisão de Bolsonaro era esperada para ocorrer a qualquer momento. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, havia convocado na sexta-feira (21) uma vigília religiosa em apoio a ele. Esperava que os apoiadores se mobilizassem em frente ao condomínio onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar desde agosto.
O ex-presidente foi transferido para a Superintendência da PF em Brasília, mas depois deve cumprir pena em uma ala especial do Complexo da Papuda, também na capital federal. As condições do local foram avaliadas nos últimos dias por integrantes do STF. Parlamentares e outras autoridades ligadas ao ex-presidente também foram à penitenciária.
Os advogados do ex-presidente já encaminharam ao STF um apelo para que o ex-presidente receba o benefício de prisão domiciliar por questões humanitárias. O principal argumento é sobre a necessidade de um monitoramento permanente de saúde e de cuidados especiais que não estariam garantidos em uma penitenciária.




