
Os recursos que serão encaminhados a partir de agora pelas defesas de Jair Bolsonaro e dos outros sete réus condenados no núcleo principal da trama golpista não transmitem qualquer esperança aos aliados do ex-presidente. São etapas consideradas apenas protocolares. Diante da dificuldade para aprovar um projeto de anistia ampla, a expectativa de parlamentares ligados a ele é garantir a manutenção da prisão em regime domiciliar.
Os advogados do ex-presidente já admitiram a intenção de, ao final do processo, apelarem para que ele não seja transferido para uma unidade penitenciária, tendo em vista a idade (70 anos), mas principalmente sua condição de saúde.
Nos bastidores, estas conversas também envolvem lideranças políticas, que buscam aliviar as condições de cumprimento da pena em troca da desistência do projeto de lei da anistia.
A redução do tempo de condenação, que no caso de Bolsonaro é de 27 anos e três meses, ainda é discutida pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) no chamado projeto de lei da dosimetria, com apoio e envolvimento direto do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). O projeto perdeu força nas últimas semanas, mas ainda pode ser votado.
Julgamento Golpe de Estado
O apoio de partidos do centrão ao tema está diretamente ligado ao compromisso de Bolsonaro em apoiar um candidato aprovado pelo bloco em 2026. Até agora, há resistência do ex-presidente em dar aval a uma chapa sem a participação de um familiar direto.









