
A CPI do INSS confirmou a participação do ex-ministro do Trabalho e Previdência Onyx Lorenzoni. O político gaúcho irá depor à comissão mista no dia 6 de novembro. Ele aceitou convite para comparecer como testemunha.
A fraude do INSS, revelada neste ano pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal (PF), ocorria pelo menos desde 2019. Onyx comandou o ministério entre julho de 2021 e março de 2022, mas nega conhecimento ou participação em qualquer irregularidade.
Além de detalhar as ações que coordenou para evitar desvio de dinheiro público, Onyx deve ser questionado pelos parlamentares sobre a doação de campanha que recebeu em 2022 do empresário Felipe Macedo Gomes, um dos investigados por desvios milionários dos aposentados. Ele presidiu a Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB), que também é investigada.
Em entrevista à coluna após a revelação da PF sobre o suposto envolvimento do empresário na fraude, Onyx afirmou que não o conhece pessoalmente e que a doação não configura qualquer relação de "causa e efeito", tendo em vista que não cabia a ele, enquanto titular do Ministério da Previdência e Trabalho do governo Jair Bolsonaro, autorizar novas entidades a operarem.
Embora a PF tenha citado em um dos inquéritos a doação de R$ 60 mil feita por Gomes à campanha de Onyx ao governo do Rio Grande do Sul, os investigadores não apontaram uma relação direta entre o pagamento e eventual vantagem recebida pelo empresário.
A CPI do INSS aprovou uma série de depoimentos para as próximas semanas, incluindo a convocação do ex-diretor de Governança da autarquia, Alexandre Guimarães, que teria recebido do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o careca do INSS, mais de R$ 2 milhões.
Também foi incluído na lista de depoentes o irmão do deputado federal Carlos Veras (PT-PE), o ex-presidente da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares) Aristides Veras.




