
Após a liberação do plenário do Senado nesta quinta-feira (7), parlamentares de oposição anunciaram ter reunido 41 assinaturas em apoio à abertura de processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O apoio da maioria dos senadores (41 dos 81) aumenta a pressão sobre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), mas não garante a abertura da investigação.
Antes de Moraes decretar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, no início da semana, a lista contava com 36 assinaturas. Outros senadores decidiram aderir ao movimento por entenderem que houve abusos na decisão.
Há dezenas de pedidos de impeachment contra Moraes e outros ministros do STF arquivados na presidência do Senado. Até o momento, Alcolumbre tem descartado a possibilidade de dar início a qualquer processo. Ainda assim, o apoio da maioria, mesmo que simbólico, representa pressão adicional nos bastidores.
— O presidente governa pares, isso aqui não é questão hierarquizada. Ninguém é maior que ninguém. É evidente que o senador Davi vai se pautar pelo ambiente político. Na hora em que a maioria se posiciona [favorável], não tenha dúvida de que isso vai pesar na posição do senador Davi — afirmou o líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN).
O apoio à medida é dinâmico. Em outras ocasiões, parlamentares ligados ao governo articularam mudanças de posicionamento em projetos considerados sensíveis. Nada impede, portanto, a retirada de assinaturas. Por outro lado, ultrapassar o limite pode incentivar mais senadores a seguir o caminho já adotado pela maioria.
Na bancada gaúcha, os senadores Luis Carlos Heinze (PP) e Hamilton Mourão (Republicanos) apoiaram o impeachment. O senador Paulo Paim (PT) não assinou o documento.






