
Ganhou força a articulação para que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja nomeado em um cargo que possa ser exercido a distância e que garanta a manutenção de seu mandato. Aliados do parlamentar confirmaram à coluna que as conversas com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), estão avançadas.
O objetivo é nomear o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro como secretário no governo do Rio, com funções exercidas a partir dos Estados Unidos. Desta forma, ele não perderia o mandato federal.
A licença de 120 dias, permitida no regimento, venceu no último domingo (20). Se continuar no Exterior, Eduardo terá o mandato cassado por excesso de faltas.
As nomeações de parlamentares no Executivo são permitidas e oferecem o direito de o indicado continuar recebendo salário pela Câmara — geralmente maior do que nas administrações estaduais ou municipais.
A articulação para que Eduardo mantenha sua cadeira reservada na Câmara leva em conta o receio de ele ficar mais exposto a punições da Justiça e com menos poder de persuasão sem um mandato eletivo.
A Polícia Federal (PF) avalia pedir medidas contra o deputado pela atuação que lidera nos últimos meses junto ao governo de Donald Trump. Ele já é investigado no inquérito que levou à decretação do uso de tornozeleira e outras medidas cautelares contra Jair Bolsonaro.

