
Depois de dois dias apostando no fim da guerra, o mercado reagiu mal ao pronunciamento de Donald Trump sobre a guerra no Oriente Médio. Nesta quinta-feira (2), o preço do petróleo teve nova disparada, com alta de 7,6%, para US$ 108. Voltou a se aproximar do nível de US$ 110 que havia abandonado depois que investidores compraram a tese de que o presidente dos Estados Unidos daria sinais claros de encerramento do conflito.
A decepção começou na Ásia, onde as bolsas tiveram quedas superiores a 2%. E chegou "em casa", com quedas nos pregões americanos entre 1,7% (Nasdaq, a de tecnologia) e 1,2% (Dow Jones, índice mais tradicional da bolsa de Nova York). A ressaca atingiu o Brasil, onde o Ibovespa cai 1,1% quase no final da manhã. O dólar oscila 0,12% para cima, ainda abaixo de R$ 5,20, cotado a R$ 5,163.
A nova onda de aversão ao risco, porém, não apagou ganhos nos dois dias de flerte com a imagem racional de Trump. Desde, claro, que cada investidor tenha feito as escolhas certas. Todas as quedas nas bolsas estão abaixo das altas acumuladas entre terça e quarta-feiras.
O tom especialmente agressivo de Trump decepcionou quem esperava uma atitude mais adequada aos sinais de que os custos da guerra estão chegando ao limite do suportável.
— Vamos atingi-los com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à Idade da Pedra, à qual pertencem — disse o teatral presidente americano.
Nos jornais americanos, surgiu uma ambígua notícia sobre a redução dos gastos bélicos. Os EUA teriam desenvolvido um drone para evitar "desperdiçar" mísseis caros para combater o mesmo tipo de equipamento usado pelos iranianos. O país do Vale do Silício, que na véspera mandou o primeiro foguete à Lua em 50 anos teria... adaptado a tecnologia iraniana.
Leia mais na coluna de Marta Sfredo




