
Atualização: o Distrito Federal, que havia se manifestado contra a medida, já aderiu.
Mesmo com prometida adesão de um "conjunto significativo" dos Estados, a atuação conjunta com a União para subsidiar a importação de diesel não entrará em vigor neste dia 1° de abril, como era a ambição original. Para entrar em vigor, a iniciativa precisa estar prevista em uma medida provisória, que por sua vez precisa ser assinada pelo presidente da República.
E nestes dois primeiros dias do mês, Luiz Inácio Lula da Silva tem agendas no Ceará e na Bahia. Embora não seja um impeditivo absoluto, o governo quer fazer essa assinatura de forma presencial, com a maior visibilidade possível. Por isso, a edição da MP vai esperar pela volta de Lula da missão ao Nordeste.
Essa espera de alguns dias, inclusive, permitiria que Estados que ainda não se comprometeram a participar do esforço para segurar o aumento no preço do diesel possam fazê-lo.
A nota conjunta do Ministério da Fazenda e do Comsefaz (entidade que reúne os secretários da Fazenda) menciona adesão de "80% dos Estados". Seriam 20 dos 26, portanto. E já tem mais um: depois de se manifestar publicamente contra, o Distrito Federal já aderiu.
Em tese, o presidente está de volta no final de semana, mas o mais provável é que se espere ao menos até a próxima segunda-feira (6) para bater bumbo sobre a tentativa de segurar o preço do diesel.



