
Nesta terça-feira (14), o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento da economia global neste ano de 3,3% (no primeiro relatório, publicado em janeiro) para 3,1% como consequência do impacto da guerra no Oriente Médio sobre a oferta global de energia. Mas o economista-chefe do órgão, Pierre-Olivier Gourinchas, advertiu que se aproxima um cenário "mais adverso", o que acentuaria a desaceleração e limitaria a expansão a 2,5%.
No entanto, o relatório Perspectiva Econômica Global abriu uma exceção para o Brasil: elevou a projeção de crescimento para 2026 de 1,6% para 1,9%. A proporção de melhora para o Brasil é maior do que a de piora ao conjunto das economias. E por que existe esse contraste? Porque o Brasil é exportador de petróleo. É o mesmo motivo que fez com que o real sofresse menos com a guerra e caísse abaixo de R$ 5 – onde continua nesta terça-feira (14).
"A guerra deve ter um pequeno efeito positivo em 2026, já que o país é exportador de energia, impulsionando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual", aponta o relatório (clique aqui para ter acesso.
Isso não significa que o Brasil seja uma ilha de prosperidade, como todos sabemos. As estimativas do FMI para o país estão abaixo da média prevista para as economias emergentes, entre as quais a brasileira se classifica, que está em 3,9%. Mas os economistas do Fundo veem características que pode ajudar a passar pela crise com menos solavancos:
"Reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, grande colchão de liquidez do governo e uma taxa de câmbio flexível devem ajudar o país a absorver o choque".
Será que o FMI também está otimista demais?


