
Habituado a processar bravatas quase diariamente, nesta terça-feira (7) o mercado precisou encarar uma ameaça de morte a uma civilização inteira, não a um regime ou seus líderes. Com exceção de um período de duas horas, mais ou menos entre 6h30min e 8h30 min no Brasil, o petróleo passou o dia acima de US$ 110. No final da tarde, a partir da proposta do Paquistão de adiar o prazo de Donald Trump, engatou recuo e, às 18h, baixou para US$ 105,55.
As bolsas e índices dos Estados Unidos também passaram a maior parte do dia no vermelho, mas não em níveis compatíveis com um "fim de civilização". No final da tarde, a Nasdaq, de tecnologia, chegou a mudar de sinal (+0,1%). Na de Nova York, o índice mais tradicional, o Dow Jones, fechou com sinal negativo (-0,18%), enquanto o mais abrangente, o S&P 500, também conseguiu virar, por quase nada (+0,08%).
No Brasil, o dólar avançou 0,33%, para R$ 5,15, enquanto a bolsa oscilou só 0,05% para cima, a 188,2 mil pontos. Os elementos do dia foram um pouco de cautela, um pouco de tensão e outro pouco de suspense sobre como Trump transformaria uma bravata dessa magnitude em uma saída não constrangedora.
Ao contrário da véspera, quando as ações da Petrobras subiram, carregadas pela alta do petróleo, nesta terça-feira (7) houve até ligeira queda. Parte desse movimento foi atribuído à mudança na diretoria da estatal interpretada como uma intervenção presidencial. O diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, o gaúcho Claudio Schlosser, foi desligado do cargo depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que pretendia anular um leilão de gás de cozinha com ágio de 118%.
A íntegra da mensagem de Trump
"Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma Mudança de Regime Completa e Total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!"



