
No discurso, o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã foi estendido. Na prática, o Estreito de Ormuz segue fechado e bloqueado, o que levou o petróleo de volta ao patamar acima de US$ 100. Às 17h desta quarta-feira (22) estava em US$ 101,41, resultado de alta de 2,9%, muito influenciada por ataques a tiros contra ao menos três navios que tentavam cruzar a passagem.
No Brasil, o dólar seguiu na contramão de seu retrospecto em crises e ficou estável. Depois de passar boa parte do dia com oscilação para baixo mal visível – mudando apenas a segunda casa depois da vírgula, fechou nos mesmos R$ 4,974 em que havia encerrado na segunda-feira (20). Na bolsa, nem a alta das ações da Petrobras, acompanhando a alta do óleo bruto, salva o Ibovespa de nova queda, agora firme, de 1,65% para 192,8 mil pontos.
Além da situação incerta sobre a guerra – os EUA anunciaram segunda rodada de negociações na sexta, o Irã afirma que não há nada decidido – e seu impacto econômico, a Administração de Informação de Energia (EIA) informou nesta quarta que os estoques estratégicos de petróleo bruto dos Estados Unidos aumentaram, mas os de derivados caíram mais do que se previa. Isso acentuou a alta da cotação do barril do tipo brent, referência global.
No caso da gasolina, a queda foi de 4,6 milhões de barris, três vezes superior à estimativa prévia de 1,5 milhão. Nos demais derivados, incluindo diesel, querosene e óleo de calefação, a diferença foi menor: redução de 3,4 milhões de barris para previsão de 2,5 milhões.
Nada dramático, porque os estoques totais de gasolina chegam a 465,7 milhões de barris, enquanto os de outros derivados passam da centena. Ainda assim, reforçou o cenário de crise do petróleo. Os EUA, é bom lembrar, é o país com maior produção no mundo neste momento.


