
O governo Lula anunciou novas medidas para amortecer o impacto da alta do petróleo nos preços no Brasil. Além da já anunciada subvenção extra de R$ 1,20 para a importação de diesel, que será dividida entre União e Estados – já são 25 e ainda há expectativa de adesão de Rio de Janeiro e Rondônia, os únicos dois que faltam –, agora haverá subsídio extra de R$ 0,80 por litro também para os produtores nacionais do combustível.
A intenção é reforçar a primeira medida iniciada, que previa suporte de R$ 0,32 por litro. A soma, de R$ 1,12, fica mais perto do subsídio aos importadores. Também há previsão de subvenção ao gás de cozinha (GLP, de gás liquefeito de petróleo), com custo máximo definido para os cofres públicos de R$ 330 milhões.
O pacote amortecedor inclui, ainda, benefícios para as companhias aéreas, que ameaçaram aumento de 20% nas passagens aéreas para repassar a alta de 50% no combustível de aviação (QVA). Já que a solução para a dependência de importação de 30% do consumo interno de diesel não virá no curto prazo, é o possível.
Além de equalizar o tratamento do diesel importado ao produzido no país, enfim o governo reparou outra distorção, e isentou de impostos federais também o biodiesel. As correções são uma tentativa de vencer as resistências de grandes distribuidoras, como a Vibra, que opera a rede de postos BR (que absorveu a área privatizada de distribuição da Petrobras), Ipiranga e Raízen, dona da rede da Shell.




