
Depois de faltar pouco mais de 6 centavos na quinta, nesta sexta-feira (10) faltou pouco mais de um para o dólar fechar abaixo dos R$ 5. Ficou em R$ 5,011, resultado de baixa de 1,02%. Durante as negociações, chegou a ser cotado na mínima de R$ 5,005, ou seja, apenas "meio centavo" acima dos R$ 5. Isso em um dia em que o petróleo segue em US$ 94,62 às 17h e há grande incerteza sobre o resultado das negociações entre Estados Unidos e Irã no Paquistão. O Ibovespa subiu 1,1%, aos 197,3 mil pontos, um novo recorde nominal, agora mais perto de um real, corrigido pelo IPCA. O mercado financeiro também não foi "surpreendido" pela alta na inflação.
Com sérias dúvidas sobre a possibilidade de um cessar-fogo efetivo e duradouro no Irã, desta vez a cautela não prevaleceu diante de um final de semana incerto. O objetivo imediato do mercado financeiro é usar qualquer "evento" para fazer dinheiro. Mas precisa ter ao menos um dedinho do pé na realidade, conhecida por esses agentes como "fundamentos". Então, parte desse desempenho é otimismo e necessidade de obter lucro. Mas parte tem "fundamento".
Como a coluna já relatou, o Brasil é exportador líquido de petróleo, ou seja, vende mais do que compra a matéria-prima que acumula alta de 32% considerando a cotação atual. Isso significa que, se o barril seguir caro, como se teme, mais dólares vão entrar no país, o que tende a valorizar a moeda brasileira. Isso vai além do movimento que, até pouco tempo, era baseado no enfraquecimento do dólar.
E o Brasil não manda pouco petróleo ao Exterior. É o sétimo maior exportador do mundo. Em março, aumentou em 70,4% o volume de vendas a outros países. A matéria-prima fóssil se tornou o produto mais exportado pelo Brasil. Por isso, do saldo comercial (resultado positivo da diferença entre exportações e importações) de US$ 14,2 bilhões no primeiro trimestre, 60% vieram de óleo bruto e derivados (US$ 8,5 bilhões).




