
Mesmo com o preço do petróleo mais perto de US$ 100 do que de US$ 90, o mercado financeiro brasileiro repetiu a dose de otimismo da véspera. O dólar caiu mais 0,78%, renovando a mínima em dois anos, a R$ 5,063, nesta quinta-feira (9). Faltaram pouco mais de seis centavos para que fechasse abaixo de R$ 5. O principal índice da bolsa de valores local (B3), o Ibovespa, subiu 1,52% e bateu novo recorde nominal, em 195,1 mil. O indicador de ações ficou perto de atingir sua máxima real, atualizada pela inflação, ao redor de 197 mil pontos.
A cotação do barril do tipo brent, referência internacional, registrou estabilidade durante o dia. Chegou a encostar em US$ 100, mas perdeu força e, às 17h, alcançou US$ 97,14, com alta de 2,6% em relação à véspera.
Com cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã sob ameaça, foram as negociações entre Israel e Líbano que ajudaram a aliviar o mercado. O país persa voltou a fechar o Estreito de Ormuz sob o argumento de que a trégua havia sido quebrada por ataques israelenses ao Líbano. Nesta quinta-feira, Israel afirmou que vai abrir diálogo com o Líbano, em tentativa de evitar o colapso da trégua. Apesar de não ser parte da relação bilateral, o Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã, rejeitou a possibilidade de acordo.
Depois de despencarem na véspera, as ações da Petrobras voltaram a acelerar cerca de 3% e ajudaram a empurrar a bolsa brasileira para cima. Um dos pontos que beneficiou o real foi o de que o Brasil é exportador líquido de petróleo. Isso significa que, caso a cotação do barril siga alta por mais tempo, como é esperado, mais dólares devem entrar no país, movimento que tende a favorecer a moeda brasileira.
*Colaborou João Pedro Cecchini



