
O acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, que acusou Israel de violar a trégua de duas semanas, foi bem recebido pelo mercado financeiro, ainda que o futuro da guerra seja pouquíssimo previsível. O dólar caiu 1,01%, para R$ 5,103, menor valor desde maio de 2024, quase dois anos atrás. A moeda americana chegou a baixar a R$ 5,065 durante esta quarta-feira (8). O principal índice da bolsa de valores (B3), o Ibovespa, subiu 2,09%, para 192,2 mil pontos, novo recorde nominal.
O petróleo chegou a despencar a US$ 90 depois de passar os últimos dias na faixa de US$ 110, mas reduziu a queda para US$ 96,46 às 17h. Ainda assim, a cotação do barril do tipo brent, referência internacional, segue cerca de 30% acima do patamar de antes da guerra.
O Irã alegou "violações de Israel ao cessar-fogo" e voltou a fechar o Estreito de Ormuz, o que pressionou o mercado de petróleo. Há relatos de agências internacionais de que aumentou o tráfego por esse corredor nas primeiras horas da trégua, mas deve levar tempo para liberar os cerca de 800 navios presos nas imediações desde o final de fevereiro. Por isso, analistas advertem que é preciso ter "expectativas moderadas" sobre a ritmo de retomada de alguma normalidade no Golfo Pérsico.
Com a queda no preço do petróleo, as ações da Petrobras caíram cerca de 4%. A baixa nos papéis da estatal, relevantes na formação do Ibovespa, no entanto, não conteve o bom desempenho da bolsa. A leitura do mercado é de que o cessar-fogo diminuiu a pressão imediata sobre os ativos.
*Colaborou João Pedro Cecchini



