
Mesmo em teórico cessar-fogo, aumentou a estimativa para a reparação de danos provocados por bombardeios no Oriente Médio. Três semanas depois de fazer uma projeção inicial de US$ 25 bilhões em custos para o reparo em toda a infraestrutura de energia do Golfo, a consultoria Rystad, especializada em óleo e gás, elevou a quantia necessária para US$ 46 bilhões, quase o dobro da primeira análise.
Como se trata de previsão, não de um cálculo detalhado, a consultoria fixa esse "ponto médio", observando que a quantia pode variar de US$ 34 bilhões a US$ 58 bilhões em toda a infraestrutura de petróleo e gás, incluindo cerca de US$ 5 bilhões em ativos industriais, de energia e dessalinização. E adverte que sua análise não é apenas sobre "instalações danificadas no Golfo", mas um "teste de estresse para a cadeia de suprimentos de energia global".
Esse aumento do custo da guerra tende a alongar o período com petróleo a preços altos, mesmo em caso de fim do conflito. Segundo a consultoria, é provável que o reparo substitua novos projetos, porque as operadoras priorizam a restauração da produção existente ao desenvolvimento de capacidades adicionais.
Como se trata do Oriente Médio, a Rystad faz uma avaliação pouco usual no Brasil: a disponibilidade de capital não é a principal restrição. Explica que os principais obstáculos são acesso a equipamentos, fornecedores de mão de obra e logística. E faz outro alerta:
"O trabalho de reparo não cria nova capacidade, redireciona a capacidade existente, e esse redirecionamento será sentido em atrasos de projetos e na inflação, muito além do Oriente Médio".





