
Desde o final da semana passada, o tráfego no Estreito de Ormuz aumentou, mas a relativa liberação não provocou reflexo no preço do petróleo. Conforme a agência de notícias americana Bloomberg, a passagem de navios alcançou o maior nível desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. No final de semana, 21 embarcações cruzaram o ponto crítico, "fechado" pelo Irã sob ameaça de ataques.
Países com escassez de energia retiraram cargas e tripulações do Golfo Pérsico por meio de negociação de acordos de salvo-conduto com o Irã. Na prática, isso fortalece o controle de Teerã sobre a hidrovia. Esse é um dos motivos pelos quais o preço do petróleo não se distancia dos US$ 110. No final da manhã desta segunda-feira (6), segue em US$ 109.
Outro é o fato de que embora o número de navios que cruzaram Ormuz seja o maior desde o início da guerra, ainda representam uma fração do que costumava fazer esse trajeto antes dos ataques de Estados Unidos e Israel. A média diária anterior ao conflito era de 135. Como 21 passaram em dois dias, isso corresponde a 7,4% do tráfego habitual do estreito.
A liberação pontual da passagem começou a se intensificar no final da semana passada. O Irã descarta liberar embarcações de Estados Unidos e Israel. E vem dizendo é que só vai liberar o tráfego de forma regular quanto as taxas cobradas dos navios em trânsito forem suficientes para cobrir os danos causados pela guerra – alguém mais identifica essa tática com o tarifaço de Trump? Como o próprio presidente americano afirma que houve muitos estragos, não é uma declaração muito promissora.


