
Ao detalhar os resultados do grupo em 2025, o CEO do Ultra, atual controlador da rede de postos Ipiranga, não confirmou nem desmentiu a venda da unidade, que vem sendo especulada no mercado há uma semana.
— Sobre isso, não tenho nada a falar. Toda vez que a empresa tem algo relevante, comunica o mercado — afirmou Rodrigo Pizzinatto, principal executivo do grupo.
A Ipiranga nasceu no Rio Grande do Sul e permaneceu com sede em Porto Alegre até 2007, quando foi vendida ao Ultra. O grupo não enfrenta elevado endividamento e problemas de caixa, como algumas grandes empresas nacionais. A dívida equivale a 1,7 vez a geração de caixa, considerada confortável. O caixa é robusto e, como lembrou Pizzinatto, um dia da atividade da Ipiranga significa de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões de giro. É dinheiro que entra na companhia com a operação dos postos.
Na apresentação ao mercado, o Ultra mostrou planos de expansão para a Ipiranga, com previsão de investir R$ 470 milhões na rede de postos neste ano. Em 2025, o plano era aportar R$ 688 milhões e o executado foi R$ 496 milhões. Conforme os executivos, o segmento teve melhor resultado com a criação da figura do devedor contumaz, que tirou do mercado competidores desleais – o mais conhecido é o Refit, do Rio, alvo de operação conjunta no ano passado.
A guerra no Oriente Médio, conforme Pizzinatto, não é negativa para a Ipiranga. O executivo afirmou que, para todo o mercado de combustíveis, a janela de importação – quando os preços estão mais baixos no Exterior – estava aberta até fevereiro.
— Vai afetar de forma negativa quando está aberta e positiva quando fecha. O cenário no Oriente Médio beneficia a empresa com infraestrutura para atuar de forma regular no mercado no Brasil — detalhou.


